Professor da Universidade de Coimbra publica artigo sobre a validade ontológica do estilo de vida g0y

27/06/2019 20:17

O professor Nuno Sá-Teixeira é psicólogo e doutor em Psicologia Experimental pela Universidade de Coimbra – Portugal. Trabalha na linha de interface de pesquisa com a Psicologia Cognitiva, Psicofísica e a Psicologia Matemática, com ênfase em Processos Perceptuais e estudo dos Fatores Humanos. 

 

Segundo o professor, apesar de se declarar gay, ele entendia perfeitamente o conceito g0y do ponto de vista prático. Mas, começou a levar a sério o conceito, quando de fato conheceu uma comunidade g-zero-y em Portugal onde pode observar que apesar de  serem homens e também em menor ou maior grau sentirem atração por homens, em termos culturais, valores e comportamentos, eles eram muito diferentes.

 

Isso o motivou a pesquisar o tema durante três anos, em especial se esse conceito aparentemente  "recém-aparecido" na cultura ocidental, seria ou não válido. Perguntando por nossa equipe se ele teve surpresas em seu estudo, o pesquisador respondeu:

Prof. Dr, Nuno Sá-Teixeira

- Fiquei surpreso sim, ao saber que o conceito g0y já existia desde o primeiro momento na antiguidade, o que novo é apenas o rótulo, mas o conceito não. Ele já  estava presente na história da humanidade desde o Egito Antigo, e eu não imaginava isso. O comportamento g0y não era condenado pelo povo hebreu, que fundou as principais religiões atuais. Esse mesmo comportamento era o ideal de vida do Filósofo Platão e além disso a minha maior surpresa foi saber o mesmo criador e autor da palavra homossexual - o jornalista Kertbeny ao criar a palvra homossexual já dividia o mundo da homossexualidade em duas instâncias: Os piguistas e os mastubadores; lendo-se o paralelo dos conceitos na história o piguista corresponde ao gay e o onossexual (masturbador) corresponde ao g0y.

 

O professor com base em suas pesquisas ontológicas (área que estuda A ESSÊNCIA DAS COISAS), chega à conclusão de que em príncipio nada é encontrado no sentido que se possa dizer "que o conceito g0y seja um conceito inválido" ou que o conceito gay tenha que ser comum a todos homem que exprimam algum tipo de afeto homoerótico.

 

Na nossa opinião, o artigo do professor Nuno é profundo e de excelente qualidade, por isso indicamos. Vale muito a pena ler a sua intégra que pode ser acessado pelo link: 

       https://www.uel.br/revistas/uel/index.php/eip/article/view/28953/25489   
 
clique no link para ler o artigo na íntegra.

 


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