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Comentários - Tópico: Orientação Sexual

Silviano Pereira Cruz, 40 anos, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.
"Sou bissexual, achei o modelo muito parecido com a escala de Kinsey lá de 1949, mas claro, mais concistente pois ele não diferenciava naquela época ser gay ou ser g0y, sinto grande afinidades com vocês héteros g0ys, já conheci três aqui de Porto Alegre, são figuras muito tri bacanas e de bem com a vida. Eu concordo com o pensamento g0y essa de ser bisex como o povo imagina do tipo meio a meio para ambos os lados, é sinômino de instabilidade, eu diria até mais é confusão e conflito na certa. Mas ter heterossexual e ter casos raros e ocasionais com homens, reduz isso, não sinto a relação sexual com homens tão gostosa quanto com mulheres, e me sinto super bem resolvido com isso. No caso dos héteros g0ys acho que a convivência é muito boa e rola amizade pois eu os respeito, não insisto e respeito a condição de não quererem o sexo anal, nunca vou achando que vou me dar bem e torar o sujeito. E na boa, sem querer magoar ninguém nem ofender, eu posso dizer que sou bisssexual e também sou um g0y eventual, tudo depende do outro parceiro, mas bah uma coisa lhe garanto, ser passivo jamais! Curto quase tudo no que se refere a sexo e sacanagem."
 
Casal Esquenta, Ele 38 anos, Ela 27 anos, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.
"Sempre quando nós praticavámos o swing, a gente procurava algo com maior interação mais os homens eram muito travados, e parece que essa história de g0y ajudou a muitos se libertarem e seguinrem os seus desejos sem neuras." 
 
Eliseu Mattos, Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil.
"Não sou e nem me sinto bissexual e saquei muito bem a diferença, parabéns aeh por esse site, muito esclarecedor, acho que tou aeh entre esses que falam que sempre foram g0ys e só não sabiam que eram. Ah e tem mais! Se na escola da macheza tiro nota 08 tá bom demais, me sinto bem assim! E porque o hétero tradicional é nota 9? Por que nínguem tira 10 né! :) Sou hétero muito macho e curto sim pegação leve com outros caras."  
 
Anônimo, Vitória do Espírito Santo, Brasil.
"Para mim um g0y é um viadinho que tem medo de dá o cú, e não um gay que subiu na parada masculina por parar de dá a bunda. Uma vez gay viado para sempre. Se g0y fosse verdadeiro, ele nunca daria o rabo desde o começo, não tem essa história de migrar não. Sou gay com orgulho e radical mesmo. Que papo é esse, o cara já nasce macho ou nasce gay, isso sim que é normal e g0ys bissexuais travecos ou qualquer outra coisa são filhos de chocadeira."
 
André, Ex-gay passivo, 29 anos, São Paulo, SP, Brasil.
(Em resposta a um comentário do leitor)
"Ser gay e ter orgulho não pisar nos outros, fico possesso pois alguns do movimento gay agora saem do discurso de vitimização para atacar todos os que por direito não se definem como gays. Pois então tá bom, sou ex-gay, passivo, começei a minha trajetória em 2012 e hoje sou gay ativo exclusivo e prefiro as relações g0ys, mas digo que sou ativo eventual, pois nem sempre acerto e erro na escolha do parceiro, imagino o cara masculino, e chega na hora H, a coca é uma fanta, nada me impede de ser g0y 100% a não ser escolher os parceiros certos. Tenho pai e tenho mãe, filho de chocadeira é a pqp."
 
Paulo Ramos, ex-gay passivo, 26 anos, São Paulo, SP, Brasil.
""Já havia deixado o meu depoimento no blog punheteiros do brasil (link autorizado pelo Paulo) e fico passado com o autoritarismo de alguns gays, olha só o que falei a mais de um ano na época tinha 24 anos e fui ridicularizado, recebi apoio dos héteros mas fui ridicularizado pelos gays:
"Sei que o que vou falar para muitos vai parecer impossível. Mas afirmo que não é impossível, pois estou aqui vivo e escrevendo. Por que o mundo pega tão pesado com os gays? um ex-fumante é aquele que parou de fumar, um exdrogado é aquele que parou de cheirar, ENTÃO um exgay passivo é aquele que parou de usar o ânus como instrumento sexual. E olha que isso NÃO É FÁCIL. Exige muito esforço e força de vontade, e no meu caso principalmente conviver com outros exgays e com os heteros liberais e aprender psicologicamente com eles. Hoje me sinto bem melhor e integrado a sociedade. Sim, tinha recaídas às vezes, não nego, mas o fato de poder estar com um homem, abraçar, pegar no pinto, e a partir daí brincar de stop! serve até como terapia, e me sinto vitorioso, é como um ex alcoólatra poder ir no bar tomar só um copo e não mais encher a cara de cair no chão. Certamente eu era 100% passivo e desses que enchia a cara de cair no chão. Hoje sou assexuado, acho horrível essa palavra, prefiro gouine, mas certamente todo gouine é um ex-gay, no sentido que a maioria que conheço é um ex-passivo ou ex-flexível e tem alguns gays ativos também, e por mais que a visão francesa tente enfiar nas nossas cabeças que um gouine é um homossexual, na prática, na vida como ela é, noto que os nossos valores mudam, os pensamentos mudam, os gostos mudam; e daí nos integramos mais, deixamos de nos sentir discriminados e nos sentimos mais valorizados. Mais uma vez os americanos vencem os franceses! Para mim gouine e gay zero são sinônimos, e aprendi que um homem hetero pode brincar com homens e manter-se gayzero, mas o contrário não é verdade, ter um padrão de comportamento gay zero não significa obrigatoriamente ser hétero.""
 

Respondemos ao Paulo e a todos os outros por e-mail, mas aqui julgamos necessário esclarecer alguns pontos, até para encerrar esse tópico sobre ex-gay que certamente poderia render por ser um ponto extremamente polêmico:

O movimento g0y jamais panfetlou a causa para que os gays deixem de ser gays, simplesmente queremos que a nossa e também outras identidades sexuais que possam existir não sejam ignoradas em prol de uma politização moderna que tenta homogeinizar e generalizar a homo afetividade em detrimento da diversidade. A cultura g0y é diferente da cultura e dos valores gays, sim, mas isso não impede uma convivência sadia, desde que haja respeito. E o respeito deve ser mútuo e não apenas praticado por um dos lados. Quanto a possibidade da existência de ex-gays, eles mesmos sentido-se derespeitados já se pronunciaram, e certamente não são os únicos. Agora como já dissemos, ser ex-gay passivo não é nada fácil nem muito menos simples, mas como o Paulo Ramos relata isso não é impossível, entretanto,  para nós tão somente o movimento de transição que denominamos bottom-up é complicado e díficil.

 
Roberto Porco, 33 anos, São Paulo, SP, Brasil.
"Manos queria só dá o parábens só isso, muito profundo essa parada sobre a orientação sexual, me amarrei e é nois na fita."
 
Marcos, 27 anos, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
"Sou estudante de Filosofia e sério nunca imaginei que os g0ys tivessem pensamentos tão profundos acerca de si mesmos, da sexualidade, fiquei realmente impressionado, porque faz todo o sentido do mundo a sexualidade não ser estática e o mais impressionante é nunca ter ouvido falar em nenhuma proposta, em nenhum pensamento contemporâneo que tentasse traduzir isso em forças, em uma dinâmica." 
 
André Figueira, 22 anos, São Paulo, SP, Brasil.
"Vi os comentários dos demais e sou também estudante na área de psicologia, e digo que nunca vi um embasamento tão completo e não apenas acerca da bissexualidade, mas sobre a sexualidade como um todo. O teor de profundidade da filosofia g0y me impressionou pelos seus argumentos sólidos; impressionou também alguns de meus professores que desconheciam os preceitos."