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O novo rótulo não importa. Importante é o conceito.

19/09/2015 09:51

Com esse mesmo título é apresentado mais um excelente texto sobre a sexualidade humana contemporânea. 

O texto é de autoria do Dr. Pedro Castro – que muitos devem estar se lembrando, pois trata-se do participante da discussão promovida pelo programa Super Pop da Luciana Gimenez que foi exibido pela RedeTV no mês passado (https://www.youtube.com/watch?v=_XF-TZkDUQc). A revista eletrônica TopVitrine tem histórico de boas inserções no tema g-zero-y, abordando o assunto de uma forma isenta, sem preconceitos e ao mesmo tempo com inserções de posicionamentos fortes e marcantes.

Desta mesma Revista em 2014, tivemos a coluna do Breno Rosostolato, conforme já noticiamos aqui – Coluna de Breno Rosostolato foi eleita pelos g0ys como sendo a melhor do tema no ano de 2014.

Agora a coluna intitulada "O novo rótulo não importa. Importante é o conceito", traz logo abaixo do seu título um sub-título no mínimo provocador: "O mundo está ficando mais complexo e também mais divertido", que traduz o teor e o direcionamento do conteúdo. Os principais argumentos apresentados são: 

- Existe um espanto da parte de algumas pessoas no que diz respeito à abertura de uma quarta dimensão da sexualidade masculina e que vá além do conhecido triângulo hétero, bi, gay; no entanto as pessoas "em choque" esquecem que esses três termos também são criações humanas, eles não existiam, foram conceitos criados por alguém;

- O autor cita que o conceito de homossexual não existia, ele foi criado por Karl-Maria em 1869 e que provavelmete deva ter causado o mesmo furor à época;

- Há muitos rótulos contemporâneos e todos girando em torno de um mesmo conceito;

- O lado homo masculino não se restringe ao ato homossexual, o contato íntimo pode ocorrer no mínimo em três níveis: Sexual, erótico e afetivo. O comportamento gay é apenas uma pequena parte de um comportamento mais amplo. Isso provoca uma revisão de posicionamentos, o que é natural; e,

- Por fim o autor marca a sua opinião ao deixar claro que rotular alguém, tem sim um sentido pejorativo, mas o auto-rótulo tem um sentido positivo. Alguém se declarar heterogoy ou hétero liberal, não há nada de pejorativo nesse ato, pelo contrário marca a sua identidade e seu posicionamento no mundo contemporâneo.

A coluna marca um direcionamento contudente e certamente marcante, mas o seu principal mérito é possuir um conteúdo extrememante esclarecedor. O que é certamente adequado em um cenário que ainda existe muitas dúvidas por parte da população, a sensação que fica ao término da leitura é que muitas pessoas não terão mais dúvidas sobre o conceito de g0y, enquanto hétero liberal.

 

Prestigie, Veja a coluna na íntegra:  http://www.topvitrine.com.br/artigo/o-novo-rotulo-nao-importa-importante-e-o-conceito

 

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