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Não existe orientação sexual. Afirmam estudos

23/02/2016 21:39

Estudos mostram que ninguém nasce gay. Mas, como conseguiram demonstrar e provar isso cientificamente? 

Apesar de uma pergunta altamente complexa, o método chega a ser relativamente simples.

Se de fato se existisse orientação sexual – ou seja, se o ser humano nascesse hetero ou gay;  essa pré-disposição deveria ser geneticamente assumida; caso contrário se “não nasce”, muito embora a resposta seja ainda mais complexa, há que se assumir que a homossexualidade e a heterossexualidade, ambas são então construídas, ao longo do desenvolvimento biológico, psíquico e social e com forte influência dos valores e da cultura.

 

Se é uma orientação que determina a sexualidade, então na hipótese de haver um clone de um gay, esse clone deveria ser gay! Correto? Sim. Deveria.

Deveria, mas não é o que acontece. Observa-se que nos chamados clones naturais (ou gêmeos univitelinos) isso não acontece. Há diversos pares de gêmeos onde um irmão é gay e o seu irmão geneticamente semelhante é heterossexual (e vice-versa).

 

Atualmente já temos no ambiente científico, grandes estudos realizados em gêmeos idênticos, especialmente na Austrália, na Áustria, nos Estados Unidos e na Escandinávia e todos chegaram a uma mesma conclusão: Os gays não nascem assim.

Por tabela, pegando um pouco da filosofia g0y (g-zero-y), acreditamos que os heterossexuais, também não nasçam assim (mas isso precisa ser estudado a fundo), acreditamos na natureza bissexual inata do homem, com possibilidades de exploração para ambos os lados e muitas vezes com um afunilamento (com escolhas conscientes ou não) que ocorre ao longo da vida que leva à preponderância extrema de um dos lados.

Gêmeos idênticos possuem os mesmos genes ou o mesmo DNA. Desenvolvem-se no ventre materno em condições pré-natais iguais. Se a homossexualidade é causada por condições genéticas ou pré-natais e um dos gêmeos é gay, então o seu irmão também deveria ser gay.  E, como dito aqui na seção de tópicos avançados do nosso site, por dedução, ainda é provável que se ambos  não cresceram separados, possuam condições familiares, ambientais e sociais de aprendizagem que também são muito próximas. Mas os estudos não focam esse lado, situam-se apenas na questão genética.

 

“Como eles possuem o DNA idêntico, a taxa de casos em que ambos os gêmeos são gays, deveria ser de 100%”,  afirma o Dr. Neil Whitehead, PhD. em bioquímica. Nos estudos conduzidos por ele as taxas de observação do par gay–gay foram muito baixas, pelos dados das suas pesquisas, se um gêmeo idêntico apresenta atração por pessoas de mesmo sexo, as chances de que seu irmão também apresente foram de aproximadamente 11% para homens e 14% para as mulheres. Para o PhD Whitehead, isso é suficiente para se afirmar categoricamente que não se nasce gay, ao contrário do que muitos acreditam.

 

Para o PhD. Whitehead, as suas pesquisas apenas complementam e reforçam o que outras pesquisas também já haviam indicado. O primeiro estudo grande e confiável com gêmeos idênticos foi conduzido em 1991 na Austrália, seguido por um grande estudo nos Estados Unidos em 1997. Depois, houve também mais estudos com gêmeos nos anos 2000, as taxas de ocorrência dos pares gay–gay, hétero–hétero, variam entre os estudos, mas em todos, essa correspondência é baixa o suficiente para não corroborar a ideia de que exista orientação sexual.

 

Para o Dr. Pedro Castro, PhD. em Ciências Sociais Aplicadas: “Os registros de gêmeos são a base para os estudos mais recentes. O método utilizado é praticamente um xeque-mate. Atualmente estes registros são grandes e eles existem em muitos países e culturas diferentes. Estudos na Austrália, possuem mais de 25.000 gêmeos em sua base de dados, dificilmente pode-se atribuir o fenômeno, da não observância empírica do conceito da orientação sexual, à restrições da amostra”. E completa:

Opção pressupõe escolha;

Orientação pressupões uma pré-formatação; e

Condição pressupõe uma construção e também flexibilidade.

Pelos atuais estudos – Não se nasce gay. O que por sua vez diminui a força do constructo da orientação sexual, e reforça a ideia da condição sexual. A perspectiva é a de que a condição sexual é construída desde a infância, e se é construída, também pode ser alterada ao longo da vida, é um conceito mais dinâmico e próximo que observa-se no mundo real. Há homens adultos heterossexuais que passaram à condição de serem flexíveis, bissexuais e até gays, e com certeza não mudaram a sua genética.

 

O Dr. Whitehead afirma que têm ficado impressionado por quão fluida e mutável a condição sexual tem se mostrado nos estudos com gêmeos idênticos. A fluidez é ainda mais pronunciada entre os adolescentes.

 

Quer ler mais? Veja:

http://narth.com/2010/11/narth-position-statements/,

http://www.topvitrine.com.br/artigo/orientacao-opcao-ou-condicao-sexual

http://narth.com/2010/09/the-importance-of-twin-studies/

http://mygenes.co.nz/whiteh ea d/

 

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