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Morre psiquiatria que retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais

29/12/2015 00:26

 

Acredite, até 1973 ser homossexual era considerado doença. Segundo a DSM 1 (DSM é a sigla médica que traduzido para o português seria Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, a homossexualidade estava incluída na listagem das Classificações Internacional de Doenças (CID).

 

A DSM-1 foi publicada em 1952 pela Associação Americana de Psiquiatria – isso, apenas três anos após os relatórios de Alfred Kinsey em 1949, terem abalado a comunidade norte-americana ao revelar a enorme porcentagem de bissexuais na sociedade.

 

Diversas outras versões e revisões da DSM foram realizadas  e hoje já estamos  na DSM – V, no entanto durante mais de 20 anos do século XX, a DSM-I vigorou e foi apenas em 1973 que foi cogitado retirar-se a homossexualidade desta lista de doenças conhecidas. Isso foi fruto do trabalho árduo de um psiquiatra, empenhado em classificar de forma empírica as doenças mentais.

 

Seu nome era Robert Spitzer, considerado o pai da classificação moderna das doenças mentais, morto na última sexta-feira aos 83 anos devido a um problema cardíaco.

 

Em suas pesquisas, o médico determinou que a homossexualidade não era uma doença, desde que os homossexuais se sentissem confortáveis com sua sexualidade, valendo a mesma lógica para os heterossexuais.

 

Em 1973, Spitzer conseguiu firmar um acordo coletivo no qual a partir de então ficou estipulado que a condição sexual seria retirado da DSM. Segundo ele próprio foi motivado pois para descrever pessoas cuja condição sexual, seja homossexual ou heterossexual, lhe causava angústia, o diagnóstico passaria a ser o de "distúrbio de orientação sexual", pois o comportamento sexual não é doença em si, mas um conjunto de fatores pode levar a sim levar a angústias, essa sim associada a doença mental, mas "Um transtorno médico deve estar associado a uma angústia subjetiva, sofrimento ou incapacidade da função social", disse Spitzer ao jornal norte-americano The Washington Post . à época.

 

O estranho nessa história é que desde o seu inicio, em 1952 a DSM-1 classificou a homossexualidade como doença, mas aqui no Brasil ganhou-se uma nova versão... Vários afirmam que é ‘politicamente incorreto’ falar-se de homossexualismo, pois homossexualismo seria doença, no entanto  a DSM não utilizou essa palavra - homossexualismo, a doença classificada em seu original de 52, não era o comportamento (sufixo –ismo), era sim os desejos considerados angustiantes e invertidos (sufixo –dade, que expressa estadosituação).

 

Por causa da força dos trabalhos e das ideias de Spitzer, em 1973, a homossexualidade e a sua CID foram retiradas da DSM. Depois a  Associação Americana de Psicologia – APA, também adotou a mesma posição, já em 1975. Mas, no Brasil somente em 1984, é que a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) posicionou-se contra a discriminação e considerou a homossexualidade algo que não prejudica a sociedade. Em 1985, a ABP foi seguida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), que deixou de considerar a homossexualidade um desvio, mas somente em 1999 a CFP veio estabelecer regras para a atuação dos psicólogos em relação à essas questões declarando que "a homossexualidade não constitui doença, distúrbio e nem pe rversão" e que essa associação de sofrimento psíquico não é linear.

 

E a homoafetividade? E o homoerotismo? Essas duas instâncias passaram longe dessa história... 

E agora, na DSM-5, com décadas de atraso, o principal manual de psiquiatria deixou de considerar doentes os transgêneros.
 

Revés

 

Apesar dos avanços creditados a Robert Spitzer no campo da psiquiatria e em geral a retirada da homossexualidade do rol de doenças mentais, a carreira do psiquiatra também foi marcada por um revés, no mínimo uma reviravolta.

 

Em 2001, ele chegou a publicar um estudo no qual apoiava as polêmicas e atualmente tão criticadas terapias que pretendem "converter" homossexuais, em g0ys ou atém mesmo em heterossexuais tradicionais. Há muito tempo os chamados ex-gays são descreditados por diversos psiquiatras, psicólogos e sexólogos. Mas, não por Spitzer. Robert Spitzer, foi duramente criticado por ativistas gays, ao declarar que é possível ser um ex-gay e ser feliz. Afinal se a homossexualidade não é doença, a heterossexualidade também não é.

 

Mas, parece que os atuais ativistas LGBTs esqueceram que a retirada da homossexualidade do rol de doenças possuía um condicional: “Desde que os homossexuais, se sintam confortáveis com sua sexualidade”, portanto quem não se sente confortável em uma condição tem todo o direito de lutar pela sua felicidade, como todo e qualquer ser humano

 

 

Leia mais:

http://noticias.terra.com.br/mundo/o-psiquiatra-que-derrubou-um-mito-.html

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Manual_DSM_de_Transtornos_Mentais

 

http://Topvitrine.com.br/artigo/Orientacao-Opcao-ou-Condicao-sexual

 

 

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